Síncope em Cuidados de Saúde Primários

Data e Hora

30 de Março, 2022
16:00
17:30
Sala 1

Descrição

A síncope é um evento frequente e pode ocorrer em diferentes tipos de doentes, em diversos cenários e ter riscos e consequências muito distintas.

A noção da variabilidade de situações que resultam em síncope e os diversos significados clínicos e implicações diagnósticas e terapêuticas que dela resultam, determinou a constituição de uma Task Force que organizou novas guidelines, lançadas no ano de 2018.

O médico especialista em Medicina Geral e Familiar irá confrontar-se na prática clínica com muitas situações de episódios síncopais, pelo que o conhecimento de como atuar perante uma síncope e como orientá-la na fase aguda pós evento, assim como posteriormente em consulta, é imprescindível!

Pelo exposto, justifica-se a organização de uma formação orientada para a abordagem da síncope nos Cuidados de Saúde Primários, que permita ao médico de família, fazendo uma boa gestão dos recursos disponíveis, identificar as situações potencialmente graves e que necessitam de abordagem específica, tranquilizar os indivíduos sem risco e prevenir, quando possível, as recorrências destes episódios.

Objetivos

  1. Clarificar o conceito de síncope face aos restantes termos usados em contexto de perda de consciência (lipotimia, desmaio, crise vagal, pré-síncope, hipotensão, etc);
  2. Identificar as principais etiologias de síncope;
  3. Efetuar adequadamente a avaliação inicial de um doente com perda de consciência;
  4. Estratificar o risco do doente com síncope e, de acordo com esse risco, fazer a orientação do seguimento, quer na avaliação inicial do doente após o episódio, quer em consulta posterior
  5. Saber escolher e interpretar corretamente os exames complementares de diagnóstico em contexto de síncope
  6. Aplicar os princípios gerais do tratamento da síncope
  7. Referenciar adequadamente o utente com síncope a consulta de cardiologia e/ou ao serviço de urgência

Metodologia

  1. Exposição teórica sumária orientada para a prática clínica
  2. Apresentação de casos clínicos que levantem questões pertinentes sobre o tema
  3. Discussão dos casos clínicos apresentados no início, após terem sido trabalhados em grupo
  4. Sintetização de mensagens-chave para usar na prática clínica