Abordagem da Perturbação de Hiperatividade/Défice de Atenção nos Cuidados de Saúde Primários

Data e Hora

30 de Março, 2022
16:00
17:30
Santiago - Hotel Melia Ria

Descrição

A Perturbação de Hiperatividade/Défice de Atenção (PHDA) é das perturbações do neuro desenvolvimento mais frequentes. As crianças com esta síndrome exibem um conjunto de características e comportamentos caracterizados por desatenção, hiperatividade e impulsividade (sintomas nucleares). Cada um destes sintomas nucleares tem o seu próprio padrão de apresentação e de evolução. A PHDA condiciona o desempenho nos diversos contextos e atividades (escolar, laboral, social, ocupacional).

Devido a alterações comportamentais e neuro cognitivas, os indivíduos com PHDA tendem a apresentar dificuldades de aprendizagem, no relacionamento com os pares, problemas e ajustamento psicossocial, em cumprir regras e atingir objetivos, entre outros.

A primeira referência à PHDA foi efetuada em 1902 por G. Still e em 1968 surge como categoria diagnóstica no Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM).

A etiologia da PHDA ainda não é totalmente conhecida, as evidências parecem demonstrar a existência de alterações neuro químicas, na atividade, volume, maturação e conexões entre algumas regiões do córtex cerebral, assim como déficits em algumas funções neuro cognitivas (memória de trabalho, entre outras).

Nas últimas décadas, tem sido reconhecida a persistência dos sintomas na idade adulta (~30%-50% dos diagnósticos efetuados na infância).    

Pertinência

O DSM V estima que 5% das crianças e 2,5% dos adultos apresentam PHDA.

A PHDA causa múltiplos problemas nas crianças, adolescentes e adultos, não só do ponto de vista académico e comportamental mas também aumenta o risco de depressão, ansiedade e abuso de substâncias, pelo que um reconhecimento precoce e um correto encaminhamento destes utentes torna-se fundamental.

Objetivos de Aprendizagem

Aprofundar conhecimentos e treinar competências de abordagem dos doentes com PHDA.

Metodologia

  • Breve revisão teórica
  • Análise de caso clínico
  • Treino prático de anamnese e comunicação
  • Discussão da abordagem terapêutica e suporte social
  • Fornecimento de material de apoio